Eleições no Bahia 2013: Propostas de Antonio Tillemon

Entrevista com o candidato Antonio Tillemon


Por que o candidato se considera preparado para assumir o Esporte Clube Bahia?
Sou sócio do clube há 37 anos, pagando sempre rigorosamente em dia. Me considero também um ficha-limpa, não há nada o que desabone a minha conduta dentro dos 37 anos de rádio e 20 anos de empresário de assessoria esportiva. Sempre fui torcedor do Bahia, fui fundador da primeira torcida organizada, a Jovem. Tenho identificação para pleitear. E sonho de poder ajudar o meu clube.

É possível desenvolver um trabalho em um ano e meio?
Acho que é pouco tempo, mas o presidente não trabalha sozinho. O presidente vai ter uma equipe de trabalho. Ao mesmo tempo em que eu estou desenvolvendo uma ação, os outros companheiros da diretoria estão desenvolvendo outras ações. Não é o tempo ideal, mas é o tempo que eu acabei votando, dando o meu sim na assembleia geral. Não tenho do que reclamar.

Quais as propostas a serem tomadas até o final do ano? E quais os planos para 2014?
Para até o final do ano, primeiro: reorganizar as finanças. Um time com orçamento de R$ 70 milhões anuais não pode encerrar o ano devendo R$ 10 milhões. Uma redução drástica dos salários dos dirigentes. Uma redução no quatro de funcionários. Ali no Mundo Plaza temos um cabide de empregos que precisa ser extirpado. Suspender os pagamentos a credores nos próximos 30 dias. Primeiro tem que ser feita uma análise criteriosa de todos os compromissos. Prioridade de pagamento são os funcionários e atletas. Discutir o contrato firmado com a Arena Fonte Nova. Você faz um contrato de R$ 9 milhões anuais recebendo parcelas de R$ 750 mil com um pequeno gatilho de público pagante. Tá arrecadando isso por mês com uma folha de jogadores de R$ 2 milhões. O torcedor, o sócio, não foi visto pela diretoria do Bahia antiga. Inclusive porque se negociou o TOB para a Arena. Não havendo um acordo com a Fonte Nova, pressionar para que o Bahia volte a jogar em Pituaçu. Gestão transparente com publicação de balancetes, o que entrou, o que saiu, pra quem saiu. Em 2014, entro no futebol. Mexer agora, eu temo que possa levar uma insegurança ao elenco. Outra coisa é rever esses contratos que tem em nome do clube. Por exemplo, o Bahia não é Nike. O Bahia é Netshoes. Se você pegar os times que são patrocinados pela Nike: Internacional, Santos... O padrão de qualidade da camisa do Bahia é muito inferior. Vou fazer uma publicação mensal de relação de atletas da base com todos os seus agentes e parceiros de cada um. Pra terminar, a valorização das categorias de base. O atleta que chegou à seleção sub-15, sub-16, sub-17 teria disparos nos salários: R$ 800, R$ 1 mil, que seria mais ou menos.

Se for eleito, como fica a relação com sua atividade atual?
No dia que se confirmou a eleição, eu avisei a Marinho, que é o chefe da equipe de esportes, que estaria fora porque eu estaria tendo uma vantagem. Já me afastei. Da empresa, eu já dei uma carta pública, registrada em cartório, que não negociarei com nenhum jogador da Antonius nesse prazo que estiver no
clube. Dia 31 eu me afasto da empresa esperando o resultado das urnas no dia 7.

Como fica a composição do departamento de futebol?
Talvez seja precipitado mexer em alguma coisa agora. O melhor seria a manutenção por enquanto, colocando um diretor de futebol, que o novo estatuto exige um profissional. Para que o Anderson mantenha esse contato diretamente com ele ou comigo nos momentos necessários. Acho que o presidente tem que ter conhecimento do produto futebol. Exatamente porque sou empresário que posso fazer a diferença. O que não posso fazer é que um empresário só, como foi o caso de Carlos Leite na gestão de Angioni, ter 15 ou 16 jogadores. Na época de Paulo Carneiro, 15, 16 jogadores de Orlando da Hora. Não é por aí.

Meta do programa de sócios...
A torcida do Bahia é muito grande pra dizer que tem uma meta de 15, 20, 30 mil sócios. Minha meta é chegar igual ao Internacional. O problema de sócios do Bahia vem muito da falta de credibilidade do clube. O marketing vai precisar melhorar a imagem do clube. Acho que o torcedor vai se associar em massa porque está vendo que tem uma nova administração chegando.

Como enxerga esse período de transição no clube?
Se não fosse Rátis... Tenho dúvidas com relação a Sidônio. Ele vai pra cabine da interventoria com Schmidit e o pessoal do partido. Deveria estar um pouco mais isento do processo. Fez um belo trabalho com o Bahia da Torcida. Poderia estar levando dessa forma até o final. Só que agora ele está claramente de um lado. A interventoria em si, o Rátis e os outros três advogados, pra mim fazem um belo trabalho. Se não fosse Rátis, não sei se teria esse legado.

Pretende fazer auditoria nas ações da gestão passada?
Tenho que me basear pelo que a auditoria que está sendo feita vai apontar. E procurar fazer na minha, pra entregar o clube comum parecer de auditoria na eleição em dezembro de 2014.

Vai propor a mudança do estatuto para passar mais tempo à frente do clube?
No próprio estatuto que foi aprovado, existe uma possibilidade técnica de quem for eleito, se estiver bem no exercício da presidência, pode continuar, mas não estou falando que vou fazer. Eu aceitei a regra do jogo.

Uma mensagem pra torcida...
Não acredite que a eleição está definida. Isso é pra esvaziar a eleição, porque existe um discurso de que o governador já escolheu e Schmidit é o presidente. Você que é sócio do Bahia é quem vai votar. Não é o governo, não é radialista que vai dizer quem é o presidente. Quem vai dizer quem é o presidente é o sócio do Bahia. Vamos fazer uma festa da democracia. Quarenta anos de política, desde Osório Vilas Boas até o último presidente. Nós temos a chance de um momento histórico nacionalmente.

Fonte: IBahia/Miro Palma
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