sexta-feira, 12 de abril de 2013

Entrevista de Jorginho após sair do Bahia

Você sempre foi muito sincero, falava sobre vários assuntos abertamente. Acha que pagou por não ser político?
Sou bem pouco político! Acho o seguinte: é como aí na sua empresa. Se trabalhar sério, vai dar resultado. Se tiver muito nhem, nhem, nhem, não vai funcionar. Sou muito profissional, isso é que é. Acho que talvez eu pague o preço por isso.

Você disse que não ia pagar o mesmo preço da Portuguesa...
Na Portuguesa foi o seguinte: sugerimos uma lista, não veio ninguém. Aí, tem o primeiro, segundo, terceiro nomes, o cara traz o quinto. Começa a ter muito risco. Você liga prum amigo que te dá umas dicas, mas com ressalvas. Difícil.

Aconteceu por aqui?
Talvez tenha algumas coisas que me decepcionaram. Acredito demais nas pessoas, e quando elas não fazem aquilo que se espera e não falam: ‘olha, não vai dar para fazer’, complica.

Te prometeram e não cumpriram?
Foi um desgaste natural. Talvez eles tenham outro pensamento. Eu quero sempre engrandecer o clube. Talvez eles tenham visto, dentro da realidade do clube, que o caminho era outro.

Esse desgaste começou no Nordestão?
O Campeonato do Nordeste era a melhor forma de medir o elenco para o Brasileiro... tentei colocar todo mundo que não estava jogando para jogar, porque eu tinha um time só.

O rodízio era devido a isso?
A ideia era ver os jogadores em ação. E também tinha o caráter de prevenir as lesões, que diminuíram muito.

E os três volantes?
As pessoas veem só o resultado final. Tem que ver as características dos jogadores. Hoje, não tem como mudar isso. Com o time que tem lá, não dá. É duro, cara! Vai ganhar de 1x0, 2x1, mas é isso. Aconteceu ano passado.

Marquinhos Gabriel te deu uma opção?
O ideal seria Marquinhos e Gabriel. Estaria perto do ideal. Mas o Marquinhos vai ajudar muito pelo lado esquerdo futuramente.

Adriano ainda parece distante do ideal...
Adriano é o seguinte: ele precisa de tempo para voltar ao normal...

O que seria normal?
Quando um cara sai, passa muito tempo fora e volta ao Brasil, ele precisa de um tempo para fazer tudo o que não fez. É muita repressão. Não tem isso, não tem aquilo, não pode isso. Tem que dar tempo ao tempo. Fazer churrasco todo dia... um mês. Depois, acho que ele vai ajudar muito o time.

Dá pra finalizar com o caso Souza?
Souza jogou a Copa do Nordeste, fez 5 jogos, 1 gol. Obina chegou, era seis por meia dúzia. Não dá pra jogar os dois juntos. Cheguei pro Souza e falei: ‘vou dar uma chance ao Obina. Continua treinando que você vai ter sua chance’. Foi só isso. Depois, teve aquela discussão no treino, eu achei que ele tinha me xingado e ele disse que não. Acabou ali. 

Fonte: IBahia.com

-->